Confira a primeira edição: Galisteu estreia coluna "Pra Mulher" no Metro.

09 novembro, 2011
Adriane Galisteu escreveu texto divertido sobre a preferência nacional


"Bunda é Bunda" é o título da primeira conversa da apresentadora com as leitoras do jornal


A preferência nacional não é mais a mesma. Quer dizer, a bunda continua a preferida dos brasileiros,mas ela mudou. Ela já não é mais um objeto: agora tem vida própria.


Você pode reparar que o que estou falando é verdade. Observe as mulheres nas praias do Rio de Janeiro ou simplesmente fique atenta à TV. Imediatamente você vai perceber que essa mudança é muito forte. As bundas aumentaram bastante de tamanho, endureceram e o silicone tem uma participação especial nessa nova história da bunda.


Sem falar que, há 15 anos, os homens não participavam dessa conversa de luluzinhas sobre estrias e celulites. Eles nem sabiam do que se tratava. Hoje, eles não só participam como são juízes rigorosos. Se antigamente as estrias e celulites eram um problema para as mulheres, atualmente são cartas fora do baralho para todos: machos e fêmeas.


Além de tudo, alguns desses juízes adoram falar que não dão a mínima, mas toda mulher madura e experiente sabe que, se eles estão desdenhando, é que no fundo querem comprar. E isso é desde a época da minha avó e suas pacatas celulites e estrias.


Por fim, quem ficou com uma bunda das antigas, tradicional, que eu chamo de "bonitinha, mas ordinária" ou corre atrás do prejuízo ou vai ter que escondê-la. Mas será justo você colocar várias caneleiras do tornozelo até o joelho e só tirar pra dormir ou tomar banho e ficar no mínimo três horas na academia para poder fugir das aplicações de silicone e conquistar uma "big bunda"?


Eu pergunto se é justo porque, se você aumentar sua bunda, outras coisas aumentarão também. Vou te explicar melhor. Existe uma incoerência entre o mundo da moda e o mundo real. No chamado "fashion world", as bundas estão cada vez menores, praticamente inexistentes, e é através delas que a gente compra as nossas calças.


Vivemos em um momento de esquizofrenia: as calças são feitas e vestidas por modelos que esqueceram de passar na fila da bunda quando nasceram, e é exatamente esse corpo desbundado que vai mandar na numeração das roupas. E se você usava uma calça tamanho 38 (aquela numeração que você sempre usou com sua bunda de mulher possível, ou seja, de mulher normal), ela não irá te servir.


Imagina então se você tem uma bunda que tem vida própria e tamanho G. Pouco importa, popozuda ou com sua bunda "bonitinha, mas ordinária", você terá que aumentar o número de suas roupas. Taí coisa de que nenhuma mulher gosta.


Então, qual a solução? Uma saída é colocar esses juízes contra a parede e relembrar a eles que homem que é homem gosta de todos os tipos de bunda.


Ou então, vem comigo e vamos montar o clube das bundas "bonitinhas, mas ordinárias" e conquistar nosso espaço – que nossas bundas também têm vida própria – e vamos nos olhar no espelho, dar de bundas, ops, de ombros para esse assunto e ser feliz. Como eu já disse: bunda é bunda.

Fonte: Band.com.br

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