
Nesta quarta-feira, dia 14, o programa "Agora é Tarde" chega a sua 100ª edição. Danilo Gentili, apresentador da atração da Band, comemora a atuação de sua equipe. "Já estamos bem mais entrosados", conta ele ao iniciar a conversa com o band.com.br.
O programa, que entrou para a grade da emissora às quartas e quintas, logo ganhou as noites de terça-feira e, com todo o sucesso, passará a ser veículado também às sextas.
Relembre 10 momentos marcantes do "Agora é Tarde"
Nos bastidores da emissora retomamos alguns pontos de uma das entrevistas - que fizemos com o humorista durante um dos pilotos antes de sua estreia - para sabermos o que mudou de lá para cá.
O elenco do programa se desenvolveu da forma como você gostaria?
Mais até do que imaginava. Na verdade o programa todo se desenvolveu bem mais do que todos nós imaginávamos.
Antes da estreia chegou a comentar que não estava ansioso com o novo desafio, pois ainda havia muita coisa para acertar. Você já conseguiu acertar tudo o que precisava?
Não, ainda tem muita coisa para acertar. Queremos acertar mais o tom dos VTs. Eu e o programa todo estamos procurando um tom. Testar novos quadros e, como logo completaremos um ano, pensamos em uma mudança de cenário. Este cenário nos serviu muito no princípio, nossa expectativa agora é aprimorá-lo para atender novas necessidades.
Falando no sucesso e em críticas no geral... Foram boas? Chegou a repercutir uma notícia que Jô Soares havia dito que um jovem não teria bagagem para apresentam um talk show...
Acredito que sim. Em uma semana de "Agora é Tarde", as pessoas já não me associavam mais ao "CQC", que tem uma marca muito forte tanto no Brasil, como fora. As pessoas já falavam muito do programa nas redes sociais e o sucesso foi mais que o esperado. Nem eu, nem a equipe que produz poderíamos imaginar. Crítica de mídia mesmo, só teve uma que não foi positiva. Quando estreamos, um jornalista disse que se durássemos um ano ele pediria desculpas. Estamos planejando, assim que a gente fizer aniversário vamos ligar para ele (risos). Vale lembrar também que no prêmio dado pelo jornal "O Globo", fomos os únicos a ganhar [melhor apresentador e programa de TV aberta] sem ser da emissora [Globo]. Agora, o Jô dizer isso contradiz muito do que ele já falou. Isso prova que ele tem notado o "Agora é Tarde" e que não passamos em branco por ele.
Pode citar algumas das entrevistas que mais te marcaram?
Todo programa que eu faço tem alguma coisa especial. Eu fiquei muito feliz quando o Ratinho veio aqui, até porque sou muito fã dele. A Marília Gabriela e o Adnet, que toparam vir logo na primeira semana. Não quero desmerecer nenhum dos meus convidados... Mas me marcou muito também o boxe com o Suplicy, foi muito legal.
Você chegou a dizer em uma entrevista que se tornou humorista porque não gostava de trabalhar... Acho que o tiro saiu pela culatra, não é? Parece que você tem trabalhado bastante.
Ah, não, mas é muito diferente. Com exceção de hoje, que está mais maluco e estamos correndo mais, isso não parece trabalho. Eu sempre estou com o Mansfield no camarim falando besteiras. É como se eu estivesse em uma sala falando com meus amigos. E é assim, a gente se reúne e fala bobagem o tempo todo.
Quem trabalha muito tem pouco tempo para vida pessoal. Como está a sua vida pessoal?
Quando eu não estou no trabalho, eu fico angustiado. Tô sempre procurando alguma coisa para fazer. O trabalho para mim é um passatempo. Então acabo fazendo outra coisa que gosto, que é desenhar [explica ele, coincidentemente, enquanto rabisca um rolo de papel toalha]. Sobre relacionamento, quando eu encontrar alguém que gosto, eu vou namorar. Por enquanto vou só comendo.
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