"Um amigo meu, jornalista, me convenceu a levar uma fita na Band. Eu
queria ser jornalista, então lá fui eu com a fita embaixo do braço. Uma
editora assistiu à fita, me chamou e me mandou sentar. Ela disse: 'Olha,
quer um conselho? Esquece essa história de fazer TV, de aparecer em
vídeo. Você não tem o menor jeito com a coisa'. Bom, eu peguei minha
fitinha e fui embora quietinha."
O caso acima é verdadeiro e contado sem mágoas pela jornalista Ana Paula
Padrão. Ocorreu em 1987 e era uma lendária fita betamax, diz ela em
entrevista exclusiva ao Programa Ooops!, no UOL Notícias.
Ana Paula viajou nesta quarta-feira (18) para Londres, de onde vai
ancorar até o final de agosto o "Jornal da Record", durante os Jogos
Olímpicos.
A âncora da Record não revela quem foi a editora que a rejeitou, mas
afirma que acabaram trabalhando juntas anos depois, no SBT. Ou melhor,
Ana acabou sendo chefe da "nêmeses" de seu início de carreira.
"Eu nunca comentei nada, e nem ela comigo", diz divertida.
Curiosamente, semanas após ser "gongada" pela sucursal da Band em
Brasília, Ana Paula foi chamada para integrar a equipe de repórteres da
Globo na capital federal.
Poucos anos depois já era correspondente internacional e, um pouco mais
tarde, âncora do "Jornal da Globo" e um dos rostos mais conhecidos da
TV brasileira.
Assista a íntegra da entrevista de Ana Paula Padrão ao programa Ooops!.
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